sexta-feira, 3 de maio de 2013

ANTES E DEPOIS

"Porto Alegre, antes, era uma grande cidade pequena. Agora, é uma pequena cidade grande."

Impossível não relacionar a situação atual da cidade do Rio Grande a esse pequeno verso do Mário Quintana. Como riograndino noto que a cidade está se transformando em uma grande cidade pequena. Há grandes cifras rolando, trocando, movimentando balada, gelada, entre outras atividades. Por outro lado o centro está pequeno e, a falta de planejamento, deixa notável isso todos os dias com as grandes filas dos bancos, mercado, de carros, loterias e restaurantes. Até hotel para os turistas que visitam nosso mal conservado centro histórico falta! Quem foi o engenheiro que não engenhou isso ? Porque o político não convocou a pólis para participar e, talvez, prever isso ? No argumento da "geração de emprego" todo mundo quis uma parte do bolo... A cada dia que passa percebo a importância da palavra "planejamento". Palavra que parece que falta no dicionário de algumas pessoas.Porque de não colocar caixas eletrônicos e restaurantes nos lugares onde mais precisa. Que cidade grande é essa que não investe em soluções coletivas como o transporte, por exemplo, que não funciona 24 horas e divide espaço com os outros veículos. A faixa exclusiva para ônibus era pra ontem! Cidade plana que não aposta em ciclovias.. lamentável! Se o dinheiro é de cidade grande as soluções também tem que ser!

domingo, 9 de setembro de 2012

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Essa cara é digno mais um registro, só que no blog, pois dele tenho boas lembranças. Um dos primeiros habitantes do meu bairro, foi também durante bons anos o líder das festas de fim de ano na minha casa que aconteciam mais ou menos assim: Natais e vésperas de anos novos quando era mais novo sempre foram bem rua mesmo: toda gurizada da quadra girando bombril queimando, comprando loucamente rojão no "bar do pinduca" e experimentando em todo tipo de material como garrafas, tijolos, telhados. Quando passava da meia noite era aquela expectativa pelos presentes, por saber quem era o papai noel da vez. No ano novo os fogos no Jardim do Sol era o "que massa!" de quem morava no são pedrão, nem lembro se ainda soltam.. Sempre passávamos na casa dos vizinhos para desejar boas festas, entre elas a da Irani com aquela mesa cheia de frutas. De lá o seu Ivo já nos acompanhava com seu violão no braço. E não vinha sozinho, o Lennon trazia o pandeiro, a Irani pegava o tam-tam, juntava minha família e os vizinhos e liderados pelo folhão, saiamos dali embalados por uma trilha sonora que iniciava no "Jureei, não amar ninguém.. " e rumo as casas dos parentes e amigos pelo bairro, faziamos um bloco de carnaval. Quase sempre terminávamos o desfile aqui em casa mesmo, cantando o "Entra em bebo, sai no beco.." que até hoje ninguém sabe qual música é mas sempre é lembrada! Hoje organizando alguns retratos encontrei esse registro que é de algum natal ou ano novo como esse descrito. O cara mais alegre do nosso carnaval hoje nos acompanha lá do céu! E sempre vai ser lembrado, pois lembrança de "boas festas" sem a cantoria do folhão, não é lembrança. Outro dia mesmo conversando com meu irmão, escutamos uma das músicas que era do repertório de fim de ano e logo veio a frase: "bah! o seu Ivo sempre puxava essa!" Para terminar, parafraseando Lennon: "Saudades desse velho boêmio da viola desafinada e desses grandes natais da família dos Santos Bengochea família que tenho uma grande consideração. Final do ano tem mais por que o SHOW TEM QUE CONTNUA....." \O/