quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Legítimas medalhas de honra!

Essa semana fui presenteado pelo meu skatebrother Claudio PIg com a 100% skate desse trimestre. Sempre gostei das revistas de skate, principalmente da 100%. Foi através delas que despertou o interesse por procurar conteúdo escrito. Aquela história de começar com alguma coisa que te chama mais atenção, para depois procurar outros horizontes, funcionou para mim, nessa situação. Confesso que não esperava muita coisa da revista. As últimas edições foram um pouco fracas. A revista passou a ser trimestral, o que deixou o conteúdo mostrado bastante desatualizado e menos interessante do que o consumido por mim no mesmo período através da internet. Não da para comparar, é claro. Por outro lado, uma foto impressa na revista tem todo o compromisso do fotógrafo com o skatista, do skatista com a manobra, além da história do pico que quase sempre é descrita nas revistas. Atributos que tornam aquela imagem impressa na revista mais prazerosa de se ver do que o conteúdo de skate que eu consumo diariamente através das redes sociais, principalmente. Não falo do mérito da manobra - os skatistas das minhas redes são tão embaçados(ou mais) quanto os das revistas - mas eu sempre vou dar mais valor para quem queria mostrar mais do que aquela nova trick embaçada, não adianta. Fiquei tão pilhado com essa 100% que mesmo ela vindo com várias entrevistas( e adesivos :P) consumi ela em menos de 1 hora eu acho. Entre os retratos e os escritos, tem uma entrevista com o Jim Phillips. Nome que nunca poderá ser esquecido para quem sabe que o skate não é só um esporte, é ARTE! Indispensável para quem curte a marca Santa Cruz. Ele é o responsável pela identidade visual da marca, as artes presentes nos shapes Santa Cruz são dele! Entre as perguntas e as respostas, tem uma que foi a que eu mais gostei: quando é perguntado o que representou para ele a mudança que aconteceu no início dos anos 90, quando se popularizou os "slides" (as manobras que deslizam, logo acabam com a arte dos shapes), ele da uma resposta que quem no final da sessão, olha pro shape todo detonado e pensa: "Hoje foi fodaaa!", vai se identificar: "Por mais que um skatista utilize seu shape, uma parte do gráfico permanecerá sempre lá, silenciosamente ostentando aqueles "arranhões e escoriações" como legítimas medalhas de honra." Sem mais! PAZ!

sexta-feira, 3 de maio de 2013

ANTES E DEPOIS

"Porto Alegre, antes, era uma grande cidade pequena. Agora, é uma pequena cidade grande."

Impossível não relacionar a situação atual da cidade do Rio Grande a esse pequeno verso do Mário Quintana. Como riograndino noto que a cidade está se transformando em uma grande cidade pequena. Há grandes cifras rolando, trocando, movimentando balada, gelada, entre outras atividades. Por outro lado o centro está pequeno e, a falta de planejamento, deixa notável isso todos os dias com as grandes filas dos bancos, mercado, de carros, loterias e restaurantes. Até hotel para os turistas que visitam nosso mal conservado centro histórico falta! Quem foi o engenheiro que não engenhou isso ? Porque o político não convocou a pólis para participar e, talvez, prever isso ? No argumento da "geração de emprego" todo mundo quis uma parte do bolo... A cada dia que passa percebo a importância da palavra "planejamento". Palavra que parece que falta no dicionário de algumas pessoas.Porque de não colocar caixas eletrônicos e restaurantes nos lugares onde mais precisa. Que cidade grande é essa que não investe em soluções coletivas como o transporte, por exemplo, que não funciona 24 horas e divide espaço com os outros veículos. A faixa exclusiva para ônibus era pra ontem! Cidade plana que não aposta em ciclovias.. lamentável! Se o dinheiro é de cidade grande as soluções também tem que ser!