terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Há mais pra se viver do que contas a serem pagas!

Hoje conversei com um amigo que a muito não conversava. O skate que nos conectou quando éramos adolescentes e construímos vários obstáculos para andar, aprendemos muita manobra juntos. Ele parou várias vezes de andar e eu sempre segui. Hoje foi curioso porque o discurso inverteu: ele acaba de comprar um skate novo, pilhando para andar e eu parado a horas, em outras vivências, sendo skatista só no modo de agir e pensar.
Faz tempo que não ando mesmo. Não andar não tem me feito falta, pra ser sincero. Tenho passado por vivencias muito positivas com pessoas e coisas que não são do meio skate e isso só tem somado. Esses dias fui correr com um camarada e falando de estar bem fisicamente para o esporte comentei que gosto de jogar bem futebol. Fiquei surpreso com a minha resposta que não considerou o skate, eu sempre falei do skate (nos últimos 12 anos, pelo menos). Mantive a opinião, não gosto de jogar sem ter energia pra correr.
Sobre a conversa com o amigo, ler que "o Bruno parou de vez" foi um soco na boca. Me ofendi por 2 segundos (hahahahah). Apesar de não estar sendo skatista (acompanhando a evolução das manobras, os campeonatos..), tenho percebido que o skate sempre vai ser uma religião que não me cobra regras. Ao contrário: da a liberdade de experimentar o novo, que leva a evolução. Talvés seja por isso que me sinto muito confortável em dizer que to parado de andar de skate. Não tenho dívidas com ele, só agradeçer!
"Há mais pra se viver do que contas a serem pagas!"
É o trecho da música de um cara que assim como eu é grato por ter o skate parte da vida!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Sobre fios invisíveis e os livros imóveis..

Hoje la no trabalho fizemos uma pequena reorganização das mesas na nossa sala e notamos o ganho de espaço que foi dado ao ambiente. A aparência mais "clean" da sala deu uma percepção melhor do que era antes, deixou mais agradável. Por coinciência - ou não - ontem eu dei uma lida no jornal e salvei nos meus arquivos (sim, cortei o jornal) o texto "Detox" da Martha Medeiros, para ler depois. Li agora a pouco. A crónica fala sobre o mesmo tema: retirar do cotidiano coisas que estão empanturrando o mesmo, de modo deixar mais leve o ambiente. Tem um trecho do texto que fala da ideia dos fios invisíveis que nos ligam a tudo aquilo que possuimos, e é utilizado como argumento ao fato de nos sentirmos deprimidos em um ambiente lotado de entulhos. Achei bem interessante a dica e aproveitei para praticar nos livros empilhados aqui da minha mesa. Depois que comprei e li eles, nunca guardei. Sempre deixei acima da mesa para ostentar mesmo! Diferentes autores, diferentes ideias! Mas recentemente pouco tenho passado no meu quarto e a poeira já estava muito presente, deprimindo a vibe mesmo. Então resolvi guardar eles (talvés em outro momento eu doe eles, mas ai é muito radicalismo. Não deve acontecer tão cedo hahahahah). Deixei apenas meu sempre útil dicionário que ganhei no primeiro dia de aula da escola Medianeira (2002 d.c) e um do Mário Quintana que volta e meia abro para brisar algum Quintanares.. Pequenos fios que só me prendem em coisas boas! :D