Ontem eu fui em uma lancheria e a senha do wifi era 07122005. Provavelmente uma data importante para o as pessoas donas do estabelecimento. O nascimento de um filho, talvés. Foi o que veio na cabeça na hora. Também lembrei que aquele inesquecível sete de dezembro de 2005 foi o último dia de aula do ensino fundamental - sim, eu lembro datas e já tenho quase um quarto de século de vida!
Aquela manhã de quarta feira (ok, o dia da semana eu pesquisei agora mesmo porque né :P ) proporcionou muita água atirada nos colegas em forma de guerra de balões e de garrafas pet enchidas nas torneiras alheias. Também brotou águas em forma de lágrimas, mais tarde, quando concluí, dentro do ônibus, que nunca mais viveria aquilo. Além dos amigos e memórias, levo comigo um desatualizado dicionário de português que ganhei da escola essa mesma época, um pouco antes, 2002. Nesse ano, conheci um grande professor de ed. física que tenho o prazer de ser amigo até hoje. O esporte sempre vai ter muito para ensinar, mas em um dia, mesmo com sol, a aula foi dentro da sala mesmo. Todo mundo louco, querendo jogar futebol. E naquele clima o professor escreveu um ditado popular no quadro, e ensinou uma das primeiras noções de respeito às vontades do próximo, que serviria para os jogos futuros e, depois, para a vida. Escreveu:
"Quando um não quer, dois não fazem.
Quando um não quer, dois não brigam.
Quando um não quer, dois não discutam."
Nos últimos anos tenho prestado mais atenção nas atitudes que reflito da sociedade preconceituosa que vivo. Isso contribuí bastante para poder corrigir e ser uma pessoa melhor. Essa ideia do "conhece a ti mesmo" é bem interessante, marca o início da filosofia grega e não é muito praticada 2016 depois de cristo, visto a maneira como não nos conhecemos e nem reconhecemos o próximo. É um exercício que só vem pra somar. Recomendo. Coisas que nem os dicionários mais atualizados podem explicar..!
segunda-feira, 25 de abril de 2016
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
Há mais pra se viver do que contas a serem pagas!
Hoje conversei com um amigo que a muito não conversava. O skate que nos conectou quando éramos adolescentes e construímos vários obstáculos para andar, aprendemos muita manobra juntos. Ele parou várias vezes de andar e eu sempre segui. Hoje foi curioso porque o discurso inverteu: ele acaba de comprar um skate novo, pilhando para andar e eu parado a horas, em outras vivências, sendo skatista só no modo de agir e pensar.
Faz tempo que não ando mesmo. Não andar não tem me feito falta, pra ser sincero. Tenho passado por vivencias muito positivas com pessoas e coisas que não são do meio skate e isso só tem somado. Esses dias fui correr com um camarada e falando de estar bem fisicamente para o esporte comentei que gosto de jogar bem futebol. Fiquei surpreso com a minha resposta que não considerou o skate, eu sempre falei do skate (nos últimos 12 anos, pelo menos). Mantive a opinião, não gosto de jogar sem ter energia pra correr.
Sobre a conversa com o amigo, ler que "o Bruno parou de vez" foi um soco na boca. Me ofendi por 2 segundos (hahahahah). Apesar de não estar sendo skatista (acompanhando a evolução das manobras, os campeonatos..), tenho percebido que o skate sempre vai ser uma religião que não me cobra regras. Ao contrário: da a liberdade de experimentar o novo, que leva a evolução. Talvés seja por isso que me sinto muito confortável em dizer que to parado de andar de skate. Não tenho dívidas com ele, só agradeçer!
"Há mais pra se viver do que contas a serem pagas!"
É o trecho da música de um cara que assim como eu é grato por ter o skate parte da vida!
Faz tempo que não ando mesmo. Não andar não tem me feito falta, pra ser sincero. Tenho passado por vivencias muito positivas com pessoas e coisas que não são do meio skate e isso só tem somado. Esses dias fui correr com um camarada e falando de estar bem fisicamente para o esporte comentei que gosto de jogar bem futebol. Fiquei surpreso com a minha resposta que não considerou o skate, eu sempre falei do skate (nos últimos 12 anos, pelo menos). Mantive a opinião, não gosto de jogar sem ter energia pra correr.
Sobre a conversa com o amigo, ler que "o Bruno parou de vez" foi um soco na boca. Me ofendi por 2 segundos (hahahahah). Apesar de não estar sendo skatista (acompanhando a evolução das manobras, os campeonatos..), tenho percebido que o skate sempre vai ser uma religião que não me cobra regras. Ao contrário: da a liberdade de experimentar o novo, que leva a evolução. Talvés seja por isso que me sinto muito confortável em dizer que to parado de andar de skate. Não tenho dívidas com ele, só agradeçer!
"Há mais pra se viver do que contas a serem pagas!"
É o trecho da música de um cara que assim como eu é grato por ter o skate parte da vida!
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