quarta-feira, 3 de maio de 2017

Talvez a metade do caminho

Uma conversa no trampo incentivou escrever. O Iord perguntou se eu não escrevi mais. E eu não querendo sair pela tangente, na desculpa da falta de tempo, fui honesto comigo e informei que sempre que penso escrever, lembro que tenho outras coisas para fazer. Que não deixa de ser verdade. Tenho outras prioridades tão legais quanto escrever no blog. São 23 horas. O celular informa que é "Hora de dormir". Ótima desculpa! Não pra hoje.
Quando terminei o ensino médio, tomei uma decisão: fiz o vestibular para um curso na área de informática, pensando no mercado de trabalho. Essa decisão me levou conhecer um mundo que desconhecia e que hoje faço parte: o universo do desenvolvimento de software. Não tinha certeza se estava na rota certa, visto que passei mais tempo da minha vida longe de um computador. Mas sabia que eu tava lá para aprender e tive ótimos professores na curso. Fundamentais para seguir e me divertir na profissão. As experiências adquiridas durante esse período vão além daquele tempo e sou conectado nelas frequentemente.
No início do ano fiz outra experiência que vai além desse tempo. Uma viajem com minha família para Montevideo. Cidade diferente, pais diferente, moeda diferente, língua e cultura diferentes. Mudei o idioma do meu celular para a língua local e comprei um jornal de lá para aproveitar mais. Ingredientes importantes para uma viajem que tem tudo para ensinar. Antes da trip, uma pequena pesquisa sobre o que é possível encontrar. Necessário, para quem tem dia e hora pra voltar.
Muitas coisas marcaram a trip como entrar no campo e pisar no gramado do Estádio Centenário, onde aconteceu a primeira copa do mundo. Parece monótono. Não para quem tem um pai que jogou muito futebol e conta muitas histórias sobre copa do mundo. Entrar lá foi estar nessas histórias. O gps foi fundamental para facilitar a locomoção. Usar ele lembrou o professor Betito, o cálculo do menor caminho e as aulas de programação. O gps utiliza essa tecnologia para indicar a melhor rota como se fosse um anfitrião dos locais. Ainda assim, entramos em ruas erradas enquanto tentávamos aprender algumas palavras que o espanhol do Google Mapas orientava.
Notei que nesses momentos, o GPS simplismente recalculava a rota e seguia para o destino. Sequer comentou que a rota estava errada, parecendo que sempre se esteve no caminho certo. E estava, pois nem sempre o caminho mais curto é o melhor caminho. Esse foi o aprendizado não esperado da viajem. De que dobrar na rua errada, ou utilizar a que leve mais tempo para chegar é só um fato e nunca um impedimento quando se sabe o ponto final.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Votar em ninguém. Cobrar de todos!


A partir de hoje estão liberadas as mais diversas formas de abordagem às pessoas em busca dos valiosos votos. A lei da poluição visual poderia prever alguma pena para os candidatos que entopem a cidade de cartazes com palavras manjadas como família, da segurança, educação, progresso, mudança! Hoje mesmo identifiquei alguns. Essa vai ser mais uma eleição das redes sociais, começarei a deixar de seguir alguns perfils pois infelizmente fazer cyber campanha em troca de um lugar ao sol ainda é não é crime. Não sou obrigado acompanhar. Por isso, para esses próximos quatro anos decidi votar em ninguém, cobrar de todos. Contando desde a última eleição, presenciei muitas picaretagens daqueles que não precisavam nem estar lá se culturalmente nós participássemos das decisões. Como isso ainda vai demorar muito para acontecer, se decide que apenas 21 vão levar a tocha (a ilusão de que vão nos representar). A frase "o preço a pagar por tua não participação política é seres governado por quem é inferior" é atribuida ao Platão que morreu 347 a.C. e em 2016 depois de cristo ainda engolimos frustações daqueles que estão com o bastão na mão. Vi meu pai quase morrendo no pronto socorro do hospital por omissão de uma secretaria de saúde que pouco fiscaliza e não pune a péssima atuação dos servidores e prestadores de serviço. Vi um cara sendo morto na minha frente, em um lugar público, sem seguranças públicos, na frente de uma festa privada, que teve autorização da prefeitura para acontecer. Vi pela televisão esse mesmo défict de fiscalização, no caso da boate kiss. E ainda chocado de ver um vereador da minha cidade chamado Julio César‬ postar selfies com o sofrimento das famílias. Pela televisão, também acompanhei outro vereador da minha cidade - o kanelão - pronunciar comentários racistas no meio de uma sessão. A constituição me informa que inafiançável a atitude racista, mas a imagem dele na cadeia eu perdi - ou não aconteceu. Aos poucos as promessas começam a aparecer. É até divertido a cara de pau. Mas triste ao mesmo tempo, pois os preços de tudo que eu e minha família consumimos sobem. E financiam, também, as frustações do cotidiano. Hoje vi o post de um candidado a reeleição com uma frase "a voz a favor da família", e ao lado a imagem com a representação de um homem, uma mulher e 3 crianças. Parece uma pista, indicando o tipo de família favorável aos olhos dele. Em outro post, a sequencia de números e cores utilizadas pelo candidado, da uma pista sobre qual grupo se quer atingir na campanha. Não é errado, privilegiar um lado ou outro. Mas é importante ficar atento, porque no primeiro dia útil de 2017 vai ser unanime a frase "legislo por todos". O skatepark do cassino foi parido e ficou muito naipe. Aos poucos começam (já começaram) a aparecer seus "pais", que nem foi do pólo naval 4 anos atrás. Mano! É rentável demais investir no esporte que mais cresceu nos últimos anos. Hoje a política pública precisa mais do skate do que o skate da política pública. Não é de graça que as olimpiadas agora chamam de esporte aquele que em outros tempos era até crime praticar. É sempre vantajoso estar ao lado do popular, é claro que iria sair. Ha quatro anos atrás eu fiquei feliz de ter sido convocado para a "festa da democracia". Esse ano fui convocado novamente, não consegui cancelar e vou ir, mas menos entusiasmado. Pois o dia 2 outubro só vai mostrar quem são os 21 que mais conseguiram votos válidos, utilizando as mais diversas formas de catequisar o eleitor. Por isso, para esses próximos quatro anos decidi votar em ninguém, mas cobrar de todos.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Paz, Amor e Empatia! Na sala de aula...


A professora de sociologia pediu para escrever sobre empatia. Eu lembro que a primeira vez que ouvi falar sobre empatia, foi atraves da minha ex namorada que curtia o Kurt e o nirvana. Uma vez ela falou sobre o famoso "Paz, amor e empatia", presente na carta que ele deixou antes de morrer. Esse último dia dos namorados foi bastante curioso pra mim. Fiquei encarregado de levar e buscar meu sobrinho, que já é um adolescente, e a sua namorada, no shooping. (ainda não absorvi, meu sobrinho que peguei no colo, namorando). Um pouco antes de ele encontrar a gata no lugar combinado, assistimos uma cena de um morador de rua caindo sozinho e abrindo o supercílios - logo sangrando bastante -, e fui ajudar ele. O homem estava bebado e nem sentiu a queda. Chamou atenção a quantidade de pessoas que foram ajudar um ser humano, que em outros momentos, já vi ser ignorado por muito menos. Depois, meu sobrinho encontrou ela e fomos conversando sobre musica durante o trajeto, e a mina falou que gostava no nirvana, o que despertou a lembrança do Kurt, empatia, texto para a professora.
Um exemplo interessante para se pensar a ideia da empatia é um casal de namorados. Um casal de namorados cultiva o sentimento de paixão - e ha quem diga que o que une eles também é esse sentimento. :P Que existe uma troca não apenas de - parafraseando o kl jay - energias sexuais, mas também papeis: a percepção da importância do outro e suas vivências, que colaboram para o crescimento de ambos. O metáfora “Namorados que não se somam são candidatos à divisão” é muito direta ao utilizar a matemática para exemplificar a necessidade de “pathos” em uma relação. Nesse dia dos namorados foi perceptível pessoas mais tranquilas, percebendo o próximo e ainda por cima ajudando o próximo, durante os momentos de relação com outros via facebook e, principalmente, ao vivo.
A relação professor-aluno também deve ser pensada a partir da ideia da empatia. É uma relação que não possui energias sexuais e nem um dia específico. Talvés seja por isso que nunca foi notado um dia tão bonito e celebrado dela, como é o dia dos namorados. Com postagens de fotos de relações tão amáveis e seguras quanto as dos relacionamentos sérios. Para que a relação professor-aluno seja séria, assim como o namoro, é de grande responsabilidade dos partícipes a semeadura, cultivo e manutenção; para que esteja sempre crescendo e dando frutos.
A relação professor-aluno não possui limitação de número de pessoas. A propósito, o número de pessoas nem parece um fator a ser considerado, visto que muitas turmas são compostas por 50, 60, 70 alunos. 1 professor. Fica muito complicada a relação. Dar a atenção necessária ? impossível. Parece uma boa opção o término no relacionamento. Mas não é assim, fácil e simples, como acontece com alguns casais de namorados dentro do mundo líquido de Bauman. É necessário sempre pensar no conserto, ideia sólida, diferente dos tempos atuais. Parecido como quando o namoro tem mais tempo, com várias variáveis que serão afetadas com a atitude, por mais rasa que seja essa relação professor-aluno. As variáveis perdidas são as oportunidades da convivência com o outro, o cultivo de valores como a humildade, definida pelo professor Mário Sérgio Cortella como uma pessoa que é “aquela que sabe que não sabe tudo, aquela que sabe que não é a unica que sabe, aquela que sabe que a outra pessoa sabe que ela não sabe, aquela que sabe que ela e outra pessoa saberão muita coisa juntas, aquela que sabe que ela e outra pessoa nunca saberão tudo que pode ser sabido”. Para que essa troca seja possível, o radical “pathos” precisa ser semeado e cultivado junto com seu préfixo “em” (de empatia), e não com o radical ant (de antipatia).
Ao contrário do namoro, onde nos primeiros encontros são notados e dado atenção aos pontos em comum, e depois às diferenças; dentro da sala de aula, as primeiras observações sempre são das diferenças entre os participantes. Diferenças físicas, por exemplo, são muito comuns. Diferenças de personalidade, mais comuns ainda. Tudo isso antes mesmo da aula acontecer, uma classificação muito automática. A diferença com o outro convida à esquiva, que vem em forma de comentários pejorativos como se o outro fosse o errado, estimulando a desunião do grupo. É um grande desafio lidar com pessoas, lidar com as diferenças de uma maneira justa, para que ninguém se sinta inferior. A crença na empatia se faz necessária dentro desse relacionamento que já começa precisando de uma manutenção, pois convida exatamente fazer o que se ignora: se colocar no lugar do outro.
Dentro da minha sala de aula foi feita uma atividade: passear de olhos fechados pela universidade guiado pelo colega. Não foi um desafio muito grande, visto que ao lado de um guia se tem mais confiança nas passadas ao escuro. Foi de grande valia para uma turma com um percentual de 0% de pessoas cegas. Foi possível compreender, ainda que minimamente, a realidade de uma pessoa com deficiência visual. A importância de sentir o chão, de perceber quando o chão muda. A atenção às vozes que davam segurança de estar perto de alguém. O medo de tropeçar e cair. Esse pequeno exercício de empatia, estimulou pensar o quanto a universidade (e toda a sociedade) é pouco inclusiva quando não possui sinais sonoros e um piso que facilite a locomoção. Questões não visíveis aos que possuem o sentido da visão.
Na foto, o Kurt pelo grafiteiro brasileiro Kobra!

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Coisas que o dicionário não explica..

Ontem eu fui em uma lancheria e a senha do wifi era 07122005. Provavelmente uma data importante para o as pessoas donas do estabelecimento. O nascimento de um filho, talvés. Foi o que veio na cabeça na hora. Também lembrei que aquele inesquecível sete de dezembro de 2005 foi o último dia de aula do ensino fundamental - sim, eu lembro datas e já tenho quase um quarto de século de vida!
Aquela manhã de quarta feira (ok, o dia da semana eu pesquisei agora mesmo porque né :P ) proporcionou muita água atirada nos colegas em forma de guerra de balões e de garrafas pet enchidas nas torneiras alheias. Também brotou águas em forma de lágrimas, mais tarde, quando concluí, dentro do ônibus, que nunca mais viveria aquilo. Além dos amigos e memórias, levo comigo um desatualizado dicionário de português que ganhei da escola essa mesma época, um pouco antes, 2002. Nesse ano, conheci um grande professor de ed. física que tenho o prazer de ser amigo até hoje. O esporte sempre vai ter muito para ensinar, mas em um dia, mesmo com sol, a aula foi dentro da sala mesmo. Todo mundo louco, querendo jogar futebol. E naquele clima o professor escreveu um ditado popular no quadro, e ensinou uma das primeiras noções de respeito às vontades do próximo, que serviria para os jogos futuros e, depois, para a vida. Escreveu:
"Quando um não quer, dois não fazem.
Quando um não quer, dois não brigam.
Quando um não quer, dois não discutam."
Nos últimos anos tenho prestado mais atenção nas atitudes que reflito da sociedade preconceituosa que vivo. Isso contribuí bastante para poder corrigir e ser uma pessoa melhor. Essa ideia do "conhece a ti mesmo" é bem interessante, marca o início da filosofia grega e não é muito praticada 2016 depois de cristo, visto a maneira como não nos conhecemos e nem reconhecemos o próximo. É um exercício que só vem pra somar. Recomendo. Coisas que nem os dicionários mais atualizados podem explicar..!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Há mais pra se viver do que contas a serem pagas!

Hoje conversei com um amigo que a muito não conversava. O skate que nos conectou quando éramos adolescentes e construímos vários obstáculos para andar, aprendemos muita manobra juntos. Ele parou várias vezes de andar e eu sempre segui. Hoje foi curioso porque o discurso inverteu: ele acaba de comprar um skate novo, pilhando para andar e eu parado a horas, em outras vivências, sendo skatista só no modo de agir e pensar.
Faz tempo que não ando mesmo. Não andar não tem me feito falta, pra ser sincero. Tenho passado por vivencias muito positivas com pessoas e coisas que não são do meio skate e isso só tem somado. Esses dias fui correr com um camarada e falando de estar bem fisicamente para o esporte comentei que gosto de jogar bem futebol. Fiquei surpreso com a minha resposta que não considerou o skate, eu sempre falei do skate (nos últimos 12 anos, pelo menos). Mantive a opinião, não gosto de jogar sem ter energia pra correr.
Sobre a conversa com o amigo, ler que "o Bruno parou de vez" foi um soco na boca. Me ofendi por 2 segundos (hahahahah). Apesar de não estar sendo skatista (acompanhando a evolução das manobras, os campeonatos..), tenho percebido que o skate sempre vai ser uma religião que não me cobra regras. Ao contrário: da a liberdade de experimentar o novo, que leva a evolução. Talvés seja por isso que me sinto muito confortável em dizer que to parado de andar de skate. Não tenho dívidas com ele, só agradeçer!
"Há mais pra se viver do que contas a serem pagas!"
É o trecho da música de um cara que assim como eu é grato por ter o skate parte da vida!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Sobre fios invisíveis e os livros imóveis..

Hoje la no trabalho fizemos uma pequena reorganização das mesas na nossa sala e notamos o ganho de espaço que foi dado ao ambiente. A aparência mais "clean" da sala deu uma percepção melhor do que era antes, deixou mais agradável. Por coinciência - ou não - ontem eu dei uma lida no jornal e salvei nos meus arquivos (sim, cortei o jornal) o texto "Detox" da Martha Medeiros, para ler depois. Li agora a pouco. A crónica fala sobre o mesmo tema: retirar do cotidiano coisas que estão empanturrando o mesmo, de modo deixar mais leve o ambiente. Tem um trecho do texto que fala da ideia dos fios invisíveis que nos ligam a tudo aquilo que possuimos, e é utilizado como argumento ao fato de nos sentirmos deprimidos em um ambiente lotado de entulhos. Achei bem interessante a dica e aproveitei para praticar nos livros empilhados aqui da minha mesa. Depois que comprei e li eles, nunca guardei. Sempre deixei acima da mesa para ostentar mesmo! Diferentes autores, diferentes ideias! Mas recentemente pouco tenho passado no meu quarto e a poeira já estava muito presente, deprimindo a vibe mesmo. Então resolvi guardar eles (talvés em outro momento eu doe eles, mas ai é muito radicalismo. Não deve acontecer tão cedo hahahahah). Deixei apenas meu sempre útil dicionário que ganhei no primeiro dia de aula da escola Medianeira (2002 d.c) e um do Mário Quintana que volta e meia abro para brisar algum Quintanares.. Pequenos fios que só me prendem em coisas boas! :D

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Conforme-se. E o mundo será sempre igual!

Hoje vi uma entrevista muito boa com o KlJay (Disponível nesse link ), o cara que comanda a nave do grupo de rap mais foda do Brasil, os Racionais Mc's! É a simpatia em pessoa, e respondeu todas perguntas de sorriso no rosto! Vários estão criticando último cd deles, eu curti pra caralho! Ta muito bem feito e a letra da Cores e Valores cala a boca de todo mundo que acha que abandonaram as questões sociais. A letra é muito atual, socialmente falando. E outra, eles não precisam provar nada pra ninguém, muito menos pra quem não compreende as ideias das letras. Falaram que eles abandonaram a periferia, esse tema foi puxado na entrevista também. O Kleber respondeu rindo, chamou atenção para a mentalidade atrasada que as pessoas têm de compreender que eles ascenderam, como qualquer outro da periferia pode! Vejo vários falando bobagem que as letras estimulam crime porque usam temas como o tráfico e roubo para alertar exatamente o contrário pra quem escuta. É a mentalidade atrasada das pessoas mesmo, dou razão para o Kleber. Enfim, o cara é foda demais e eu to só pelo show dos Racionais em Porto Alegre em agosto! AEEE \O/ Mudando de assunto, quem é skatista sabe que o cara passa pelas obras que a sociedade constrói sempre imaginando onde pode rolar uma sessão! É uma habilidade que o ser skatista pratica no dia dia. Naturalmente enxergamos possibilidades de pular de algum lugar que não foi feito para pular, deslisar o que não foi feito para deslisar. O mais curioso, é que na cidade que moro os engenheiros não são capazes de consultar skatistas para construir pistas de skate de qualidade. Por outro lado, algumas obras sem intenção skatável se tornam ótimos skateparks construído por eles. Eu venho namorando a anos um corrimão perfeito, mas que é tri movimentado por pessoas durante o dia, o que inviabiliza a sessão. Na noite dá pra dale, mas moro longe. Sempre que passo nele eu me meço para ver se dá para meter alguma manobra, tamanha vontade de andar ali! Esses dias tive a oportunidade. Era aniversário de um skatebrother que tenho, conhecido como Amaral, que mora pertinho do objetivo. Larguei pro aniver com o skate baixado só pelo "#VAMOOO" dele. Passou o time, e depois de umas cerVEJAs lancei a ideia e o homem topou larga! ahahahaha Bah que sessão! Baita noite, baita brisa foi andar de skate naquela madrugada! O melhor registro foi esse bs noseslide que eu não voltei com as quatro pois as condições de bebidismo não deixaram kkkkk mas tá aí! Objetivo alcançado! Sobre a crítica do patrimônio público que vou receber do pessoal da cidade - mentalidade atrasada que o KlJay falou mais cedo - só uma coisa a dizer: "ENQUANTO AS PESSOAS CHAMAREM DE PISTA DE SKATE O QUE FIZERAM NA PERIMETRAL, A RUA VAI SER MEU SKATEPARK PRINCIPAL!". Sem conformismo, até porque como diz na propaganda: "Conforme-se. E o mundo será sempre igual." Através do skate, eu (e vários) consigo expressar o não conformismo, é um mundo diferente todos os dias! E era isso!
Bah! Esses dias um brother meu lembrou que fazia um tempinho que não postava nada no blog! Podecrer Cavalinho! É noiz!! Esse post é pra ti que falou que deu muita vontade de andar de skate vendo esse registro! É noizz! Salveee!

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Saudade dos dreads!

Hoje deu saudade de acordar sem ter que arrumar o cabelo, do desprendimento com vaidade do cabelo sempre arrumado, de não precisar levar sempre um boné, de não se preocupar se ele está alto, ou cuidar no capacete para ele não ficar amassado. Hoje deu saudade dos meus dreads! Uma das minhas primeiras felizes vontades independentes, primeiros traços de personalidade no início da adolescência. Lembrei de uma revista de skate antiga, do desafio de rua 2003 da 100% skate, que eu vi o primeiro cara com dreads e um skate embaixo do pé. Achei muita estilera, eu precisava ter aquilo! Essa vontade da adolescência que só pude concluir quando já estava terminando ela. Boas lembranças do impacto que os que me conheciam tiveram, quando eu apareci com aquelas madeixas enroladas de uma maneira impossível de desenrolar!(ahahahahahah). Ter dreads, quando eu fiz, já não era mais sinal de ideologia rastafari, mas vários não tinham essa percepção e confundiram. Se espantaram - por mais "pareca que incrível" - quando viram que a única coisa mudou mesmo foi o estilo do meu cabelo. Cultivar a dredera possibilitou conhecer pessoas incríveis. Boas lembranças da Polly, aquela querida pessoa que fez e cultivou junto comigo meus dreads. Good feelings com aquela tribo que tinha dreads na época: o coelho, a Hellen, a Silvana, o Henry.. Aqueles piratas dos bons pensamentos que sempre estão espalhando bom astral por onde passam até hoje. Saudade daquele sorriso do Morcegão, outro sangue dreadlockes bom que tive o prazer de conhecer, tomar umas geladas e conversar sobre skate, o rappa e dreadlockes. O ultimo post dele no face ilustra muito bem essa sabedoria dreadlockes: "Não te esforce para ser alguém conhecido....mas alguém que vale a pena conhecer." - E esse aí valeu muito a pena conhecer! SALVEE!

sábado, 25 de outubro de 2014

A short history to practicing :D

Last year, in December, I was in Porto Alegre to watch "Matriz Skate Pro" that is a skateboard's event with people from Brazil and from around world. This event happened all day with camp, the music, movies and presentation. When night started, I was hoping to go to the party from this event. I was with my friend Jackson and his girlfriend, Caroline. We were in different places and scheduled to arrive at the night. I told them that I would call after taking shower. When I was searching to my cellphone I didn't find and was afraid because I was in a different city without my cellphone. However, I search for a public telephone and called my mother to explain my situation. During the conversation, when I was talking my mother to try calling Jackson to warm about my situation then a friend passed in front me. I didn't believe this and screamed her name. She didn't believe too. I explained to her my situation and she invited me to go a party. I agreed, because I was lost in Porto Alegre. I called again my mother to warn Jackson that I was in a party and went with Vanessa, my friend. By 2 pm I was drunk in the party when Jackson and Caroline appeared and I stayed pretty happy! My mother had manager to my friend and saved my weekend in Porto Alegre! :D

domingo, 18 de maio de 2014

Sobre as unidades de saída...

Sempre que acho que não to produzindo nada, penso em escrever alguma coisa e fico apertando essas teclas que também uso para programar e ser pouco objetivo com as pessoas que conveso na internet. Gosto do barulho que as teclas fazem, da rapidez que consigo utilizando todos os dedos das minhas mãos. Vou batendo as teclas loucamente como se não houvesse amanhã. É uma das formas que gosto de expor o resultado do processamento dos meus conhecimentos de mundo adquiridos. As (muitas, sempre!)vezes, comparo meus dedos, meu skatismo, como se fosse uma unidade de saída do computador. As unidades de saída são utilizadas para expor o resultado de um processamento, o qual só é possível através de uma entrada de dados. Não viajando tanto, é mais ou menos assim que funciona. Todo tipo de interferência que fazemos é o resultado de um entrada de dados e um processamento. Através de contatos com o mundo que temos diariamente, adquirimos diferentes experiências. Com os acontecimentos e os sentimentos temos uma espécie de "entrada de dados". Sempre lidamos(processamos) elas das mais diferentes formas. Conforme isso vai acontecendo, vamos lapidando nosso raciocínio, mudando ou fortalecendo nossas opiniões e expondo outras formas de visualizar um mesmo ponto. A saída dos dados é a forma como expressamos o resultado do processamento de nossos contatos com o mundo. Existe muitas formas de expressão, como o skate, a fotografia, os livros, entre outros. Por ser uma atividade que veio da rua, o skatista é um ser que modifica a cidade, que mostra para ela diferentes pespectivas em lugares comuns como bancos e as escadas e as calçadas. Desperta no visualizador leigo (que não anda de skate) uma possibilidade, a percepção de que aquele banco seja útil para mais coisas do que apenas sentar. Nos livros, o escritor expõem os resultados de processamento(a sua visão) sobre um determinado assunto, criando uma história e uma conclusão, e fazendo com que o leitor se identifique (ou não), mas abra os horizontes para um ponto de vista diferente. Outros se expressam ao desenhar com a luz, e deixam o expectador vibrando da mesma forma que o fotógrafo, na hora que registrou o momento. Quando isso acontece como se fosse um ciclo - essa luz de uma nova ideia que acende, dessa sensação de que o mundo é maior do que imaginamos -, quando a saída é a entrada para um novo processamento, sempre se saí ganhando! É uma certeza de que sempre há o que se aprender!

domingo, 16 de março de 2014

A descoberta de Flávio Tavares...

No início do mês, revirando alguns livros da minha dinda, descobri um bastante interessante chamado "Memórias do Esquecimento". Havia uma dedicatória para ela: "À Ivone Bengochea, pelos anos de amizade..Flávio Tavares, 28-X-99". Me animei por descobrir que ela conheceu o autor e dei uma lida do início e para concluir que eu ia gostar, pois é o relato de um cara que viveu a ditadura. Foi um dos 15 prisioneiros que foram "trocados" pelo embaixador norte americano (naquele episório do "sequestro do embaixador"). Juntando isso ao fato de que esse ano vai fazer 50 anos do golpe - daqui a 15 dias, a propósito - concluí: já sei em qual período da história vou pousar esse mês! O livro é "demóis" - para quem acha interessante descobrir mais sobre esse infeliz período da história do Brasil, é claro. Essa semana tive mais oportunidades de ler e me teletransportei para essas histórias de quem realmente viveu a repressão. Sempre que penso(ava) na ditadura me recordo(ava) dos presidentes, do Mariguela, do Chico Buarque; mas e o nome daquele autor eu nunca tinha ouvido falar. Por outro lado, o nome "Flávio Tavares" não me era estranho, apesar de nunca relacionar à ditadura. Mas essa semana eu escutei aquela clássica frase do Vinícius de Morais que tanto compartilho para meus amigos: "A vida é a arte do encontro(...)". E, em entre essas leituras do livro, passo pelo nome do Che Guevara. Na hora penso: Tem um livro desse cara aqui também! No mesmo momento, abro meu armário e ta lá! "O Che Guevara que conheci e retratei" do Flávio Tavares! Pronto! Acho que descobri porque aquele nome não me é estranho, apesar de nunca ter aberto esse livro sobre o Che. A semana passa, e a alegria por ter descoberto que o autor do "Memórias do Esquecimento" estava mais presente no meu quarto do que pensava só não foi maior do que, quando abri o jornal, na crônica de domingo, estava lá, ele! Mais uma vez! Falando sobre a ditadura, sobre o livro que ele lançou, sobre o filme que o filho dele lançou e que aceito convites para ver..! :D
Não tem! A vida é a arte do encontro! Embora haja tantos desencontros pela vida! \O>

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Para que digladiar?

Tenho acompanhado nas ultimas semanas discussões desnecessárias entre os skatistas da cidade. Se alfinetando sem necessidade, trocando xingamentos sobre o que o outro faz ou deixou de fazer, perdendo o pouco tempo que temos para pensar em algo que possa chamar atenção da cidade para a nossa grande necessidade. Querem decidir quem vai ser o Cafú mas não passamos nem da primeira fase da nossa copa do mundo: conquistar um local adequado para o skate! Não é de hoje que a cidade não oferece espaço para os jovens se reunir, não são só os skatistas que possuem esse deficit. Também não adianta tirar o seu da reta, culpando o X ou o Y por alguma coisa que não aconteceu, pois quando saímos de casa ainda não temos um lugar certo para ir andar! Responsabilizar o outro por alguma coisa é um sinal de que não eramos capaz de fazer e foi assim que aprendemos na rua, de onde o skate veio! Tem vários agitando, desde os construtores de caxote/corrimão por todos os lados da cidade até o pessoal que tá aí tirando "água da pedra" quando saí pra rua fazer uma sessão! O guri que fez um obstáculo novo - que juntou "mais de 30 nego" na sua rua - é tão importante quanto os skatistas da comissão que foi formada na audiência! As correrias de uns tempos atrás (do inesquecível carro no meio da rua), que movimentaram o skate nos poucos asfaltos que a cidade tinha na época, são tão valorosas quanto os campeonatos que arrecadaram alimentos para o asilo! Ainda tem vários projetos bons que não saíram do papel por um motivo ou outro, mas vão sair! É importante colocar o dedo na ferida sim! Eu também fui na audiência e lembro de todas as promessas! E cobro sempre que alguém ousa me perguntar se eu não tenho outro lugar para andar. Todo mundo que anda de skate sabe da contribuição desse que é muito mais que um esporte na sua vida! Sabe das grandes amizades feitas em outros bairros, outras cidades e outros estados simplesmente por ser skatista! Contudo parece que alguns estão esquecendo dessa UNIÃO que nos diferencia dos outros esportes, que faz com que eu vibre positivamente junto com o cara que está competindo comigo nos campeonatos! É claro que ninguém é obrigado a gostar de ninguém só porque cultiva a mesma cultura, mas na musica daquele skatista, antes mesmo de falar que "odeia gente chique" ele grita bem alto um "Eu odeio hipocrisia!".
"Se minha correria é a mesma que a tua, la na frente a gente se encontra! Para que digladiar?"(Mano Brow)
ABZ e contem comigo!

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Existem tantas pessoas especiais...

"Existem tantas pessoas especiais..." e com essa frase otimista termina meu dia e inicia mais uma sequencia de diferentes tipos de palavras que, juntas, tecerão esse post, transformando-o em um texto de agradecimento. Pessoas queridas que sempre souberam "agregar valor" aos bons momentos compartilhados comigo. Tenho a sorte de ter adquirido gene da boa memória do meu pai, que faz com que eu recorde não apenas das datas, mas também dos detalhes, que fazem com que eu sempre imende uma história na outra!(sim, as vezes(quase sempre) peco por não parar de falar - Mas é muita empolgação!). Agradecimento por essa parceria de sempre! De tantos sangue bons que encontramos por aí: no colégio, no trabalho, no esporte! Essas três atividades que, no auge dos meus 22 anos, sempre considero, quando quero encontrar a fórmula para a pessoa feliz que me sinto. Agradeço aos amigos do colégio, aos amigos que fiz no ônibus indo para o colégio, que aos poucos se tornam "de longa data". É uma pena não termos mais tempo para tomar um mate ou uma gelada juntos! E a sabedoria de conviver com pessoas mais experientes no trabalho? Tornam dia a dia não apenas mais interessantes mas também muito positivos para quem está numa fase "comendo conhecimento" com eu! E o que dizer, quando se faz amigos simplesmente por gostar do mesmo esporte? "Estar entre amigos que curtem as mesmas coisas, se divertindo, sempre um incentivando o outro e fazendo com que todos evoluem tanto no skate quando como pessoa!": é uma frase de um skatista profissional que define minha relação com aqueles caras que, assim como eu, estão aí correndo pela evolução. Não só do seu estilo de vida, mas como pessoa também! Tenho medalhas do meu esporte favorito, mas os melhores troféus são as amizades fiz através dele! Sobre essa foto do post: um cara aí super sangue bom! Que para mim é o streetero mais foda do mundo! *Tive o prazer de conhecer através de um amigo (meu presente de aniversário :D ). PAZ!

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Legítimas medalhas de honra!

Essa semana fui presenteado pelo meu skatebrother Claudio PIg com a 100% skate desse trimestre. Sempre gostei das revistas de skate, principalmente da 100%. Foi através delas que despertou o interesse por procurar conteúdo escrito. Aquela história de começar com alguma coisa que te chama mais atenção, para depois procurar outros horizontes, funcionou para mim, nessa situação. Confesso que não esperava muita coisa da revista. As últimas edições foram um pouco fracas. A revista passou a ser trimestral, o que deixou o conteúdo mostrado bastante desatualizado e menos interessante do que o consumido por mim no mesmo período através da internet. Não da para comparar, é claro. Por outro lado, uma foto impressa na revista tem todo o compromisso do fotógrafo com o skatista, do skatista com a manobra, além da história do pico que quase sempre é descrita nas revistas. Atributos que tornam aquela imagem impressa na revista mais prazerosa de se ver do que o conteúdo de skate que eu consumo diariamente através das redes sociais, principalmente. Não falo do mérito da manobra - os skatistas das minhas redes são tão embaçados(ou mais) quanto os das revistas - mas eu sempre vou dar mais valor para quem queria mostrar mais do que aquela nova trick embaçada, não adianta. Fiquei tão pilhado com essa 100% que mesmo ela vindo com várias entrevistas( e adesivos :P) consumi ela em menos de 1 hora eu acho. Entre os retratos e os escritos, tem uma entrevista com o Jim Phillips. Nome que nunca poderá ser esquecido para quem sabe que o skate não é só um esporte, é ARTE! Indispensável para quem curte a marca Santa Cruz. Ele é o responsável pela identidade visual da marca, as artes presentes nos shapes Santa Cruz são dele! Entre as perguntas e as respostas, tem uma que foi a que eu mais gostei: quando é perguntado o que representou para ele a mudança que aconteceu no início dos anos 90, quando se popularizou os "slides" (as manobras que deslizam, logo acabam com a arte dos shapes), ele da uma resposta que quem no final da sessão, olha pro shape todo detonado e pensa: "Hoje foi fodaaa!", vai se identificar: "Por mais que um skatista utilize seu shape, uma parte do gráfico permanecerá sempre lá, silenciosamente ostentando aqueles "arranhões e escoriações" como legítimas medalhas de honra." Sem mais! PAZ!

sexta-feira, 3 de maio de 2013

ANTES E DEPOIS

"Porto Alegre, antes, era uma grande cidade pequena. Agora, é uma pequena cidade grande."

Impossível não relacionar a situação atual da cidade do Rio Grande a esse pequeno verso do Mário Quintana. Como riograndino noto que a cidade está se transformando em uma grande cidade pequena. Há grandes cifras rolando, trocando, movimentando balada, gelada, entre outras atividades. Por outro lado o centro está pequeno e, a falta de planejamento, deixa notável isso todos os dias com as grandes filas dos bancos, mercado, de carros, loterias e restaurantes. Até hotel para os turistas que visitam nosso mal conservado centro histórico falta! Quem foi o engenheiro que não engenhou isso ? Porque o político não convocou a pólis para participar e, talvez, prever isso ? No argumento da "geração de emprego" todo mundo quis uma parte do bolo... A cada dia que passa percebo a importância da palavra "planejamento". Palavra que parece que falta no dicionário de algumas pessoas.Porque de não colocar caixas eletrônicos e restaurantes nos lugares onde mais precisa. Que cidade grande é essa que não investe em soluções coletivas como o transporte, por exemplo, que não funciona 24 horas e divide espaço com os outros veículos. A faixa exclusiva para ônibus era pra ontem! Cidade plana que não aposta em ciclovias.. lamentável! Se o dinheiro é de cidade grande as soluções também tem que ser!

domingo, 9 de setembro de 2012

\O>

Essa cara é digno mais um registro, só que no blog, pois dele tenho boas lembranças. Um dos primeiros habitantes do meu bairro, foi também durante bons anos o líder das festas de fim de ano na minha casa que aconteciam mais ou menos assim: Natais e vésperas de anos novos quando era mais novo sempre foram bem rua mesmo: toda gurizada da quadra girando bombril queimando, comprando loucamente rojão no "bar do pinduca" e experimentando em todo tipo de material como garrafas, tijolos, telhados. Quando passava da meia noite era aquela expectativa pelos presentes, por saber quem era o papai noel da vez. No ano novo os fogos no Jardim do Sol era o "que massa!" de quem morava no são pedrão, nem lembro se ainda soltam.. Sempre passávamos na casa dos vizinhos para desejar boas festas, entre elas a da Irani com aquela mesa cheia de frutas. De lá o seu Ivo já nos acompanhava com seu violão no braço. E não vinha sozinho, o Lennon trazia o pandeiro, a Irani pegava o tam-tam, juntava minha família e os vizinhos e liderados pelo folhão, saiamos dali embalados por uma trilha sonora que iniciava no "Jureei, não amar ninguém.. " e rumo as casas dos parentes e amigos pelo bairro, faziamos um bloco de carnaval. Quase sempre terminávamos o desfile aqui em casa mesmo, cantando o "Entra em bebo, sai no beco.." que até hoje ninguém sabe qual música é mas sempre é lembrada! Hoje organizando alguns retratos encontrei esse registro que é de algum natal ou ano novo como esse descrito. O cara mais alegre do nosso carnaval hoje nos acompanha lá do céu! E sempre vai ser lembrado, pois lembrança de "boas festas" sem a cantoria do folhão, não é lembrança. Outro dia mesmo conversando com meu irmão, escutamos uma das músicas que era do repertório de fim de ano e logo veio a frase: "bah! o seu Ivo sempre puxava essa!" Para terminar, parafraseando Lennon: "Saudades desse velho boêmio da viola desafinada e desses grandes natais da família dos Santos Bengochea família que tenho uma grande consideração. Final do ano tem mais por que o SHOW TEM QUE CONTNUA....." \O/

sexta-feira, 13 de julho de 2012

dos tempos do Medianeira..!

Não dá para negar, aquela escola tem história! Quantos gritos de "time de foraa!", para jogar futebol na disputada quadra de futsal? Quantas pessoas não perderam o BV(que isso ? ainda existe ?) no pico da "santa", das "bicicletas" ou nos "módulos"? O tempo passou.. ainda esses dias na faculdade descobri que os colegas também ouviram o inconfundível "DEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEU! AS BOLAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!", do professor e amigo Pedro Pepe! Também assistiram as aulas da não livresca Tânia e seu "Falar bem não é difícil, basta ter fonte!". Não esqueceram do Jair, da Bia, da querida Angela, do bar e do jogo de "21" contra o Pepe. Sou parte dessa geração também! Essa que embolava no final do intervalo no corredor da oitava série. Também pulei para o cemitério, quando foi necessário buscar a bola de volei quando caia lá jogando caçador! No medianeira não fiz apenas parte do ilustre time de futebol entrosado e parcero de 2002-2005, também fiz amizades, bagunça, parelhas e orelhas nas folhas do caderno, guardado às pressas para ir jogar futebol. Primeira lei das festinhas da turma: "Os guris levam o refri, e as gurias o salgadinho". Em 2002 a festinha de fim de ano na 5° série tocou o cd inteiro do Rouge e "by the way". Sério, eu lembro. Apaguei a agenda escolar com borracha, todo mundo fez isso naquela época! As vezes passo na frente, dá vontade de entrar. A nostalgia não é só minha. Fico feliz quando encontro com alguém daquele tempo e lembra de mim ou de alguma coisa da época. Boas lembranças da formatura, e daquela bagunça no fim da oitava série, regada a molhar todo mundo e jogar na água dos cavalos - antigos canteiros da Buarque de Macedo que não existem mais. ABRAÇOS A TODO MUNDO! \O> PAZ!

sábado, 31 de dezembro de 2011

Recomeço..


"Bendito quem inventou o belo truque do calendário,
pois o bom da segunda-feira, do dia 1º do mês e de cada ano novo
é que nos dão a impressão de que a vida não continua, mas apenas recomeça..."
Descobri esses versos hoje, vendo a aposentada televisão, descobri também, que são do Mário Quintana, o bom velhinho Quintana gaúcho!
O outro bom velhinho, do polo norte, também deu ár da graça esse mês aqui em casa,
só que não tão original e simples quanto os versos do Mário..
Descobri hoje também que o "ano novo" passou a ser comemorado dia primeiro de Janeiro, em 1582. Pois a maioria dos povos passaram a adotar o calendário criado pelo papa Gregório VIII.
MAS, 2 mil anos antes era usado o final de Março, que coincidia com o início da primavera no hemisfério norte, onde moravam os idealizadores dessa ideia, os babilônios.( Curiosidades sobre o ano novo:http://www.sucessosdarede.net/wp/top-10-curiosidades-sobre-o-ano-novo)
A ideia de recomeço no ano novo, aquela que o Mário Quintana citou naqueles versos do século XX, vem daí, pois no inicio da primavera é a época em que novas safras são plantadas..
E aos que aguardam o 1° de Janeiro do ano de 2012 depois de Cristo, como uma possibilidade de recomeço,
PAZ! SAÚDE! FELICIDADE SEMPRE!

sábado, 25 de junho de 2011

2003..

http://www.youtube.com/watch?v=_2Eb5dvnLq0&feature=related
esse vídeo me trás boas lembranças.. eh de 2003, 6° série. Não pelo ano.. mas pelas época.. (de 2002 até 2004..2005) - escola Medianeira, que saudade! - Aula na manhã, skate na tarde na quadra da escola Manoel Mano. Hoje, não dá mais, privatizaram esse espaço da escola pública.. vai sabe. O tempo não pára mesmo.. Já estamos quase no término na faculdade.. E aqueles camaradas, desse tempo ? alguns tenho notícia, sei que estão numa boa.. fico muito feliz por isso, "como tudo deve ser.."! Era outra frase clássica dessa época, explosão do Charlie Brown JR, do skate, não fazia muito tempo que o Sabotage tinha morrido. E aquele Mun-rá. Enraizado, nos campeonatos de skate, ou no toca fita que eu usava no meu quarto; enquanto fazia os "temas".. descobria os números negativos, os livros..Tenho até hoje o "Menino de Engenho", primeiro livro que li; na época não entendi muito.. talvez o resumo que eu li em um livro de português da época do ensino médio, me deixou mais claro a moral da história do que nessa época da primeira leitura.. Acho que só as revistas de skate eu entendia.. - Fomos viciados no Tony Hawk Pro Skater 2, nele aprendi o nome das manobras, e me encantava com o Bob.. que já era ídolo, quando eu nem sabia dar um Ollie direito.. enfim "Vícios e Virtudes" e o charlie Brown nessa época, sempre vão me lembrar esse "tempo bom que não volta nunca mais"(Thaide).. e aos amigos, que não vejo mais "um dia espero te reencontrar numa bem melhor.. cada um tem seu caminho!" (Lugar ao Sol);

domingo, 24 de abril de 2011

minutos antes do milagre..


Afinal, qual dia que Jesus morreu ? e ressuscitou.. sim, Jesus! o "filho do homem" segundo os cristãos. Aquele sempre "lembrado" em suas datas de na$cer e rena$cer, pelo tal do "capitali$smo". Todos "lembram" do dia que ele nasceu e morreu! as vezes esquecem o que ele pregava; "Milagres a parte" ele deveria ser um cara bom! Não levo muito a sério gente que "crê sem vê", mas ta registrado que desde os tempos mais remotos, o homem com medo da natureza, encontra em seres imaginários uma força que não se explica.. enquanto isso, 2011 anos depois de cristo (:P) eu passei um final de semana ótimo! As informações que chegam pelos meios de comunicação, milagres que os homens inventaram, não são tão ótimas; muitas pessoas perderam moveis, casa, e vida com as chuvas que antecederam o dia da crucificação de jesus cristo, nenhum milagre vai melhorar essa situação, boa vontade ao ajudar o próximo, coisa que Jesus tinha de sobra, pode amenizar as coisas. Eu também vi a chuva nesse final de semana, na sexta da paixão inclusive.. minutos antes de sair da casa da minha gaata, a natureza dava avisos de que a chuva não ia parar.. mas por "milagre" ela cessou, aproveitei, subi na moto, e andei 13km, até minha casa, guardei a moto, e uma luz! não era Jesus, era um raio! :D avisando que a chuva iria continuar...Alguns vão dizer que foi um milagre, e venderão essa história pra um alma pequena que precisar de ajuda, outros dirão que foi sorte - eu fico só com o acaso e essa história pra contar.. de não ter pego chuva ao voltar pra casa..:D PAAAZ!